quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quando? No clube, uma tarde qualquer.
Por quê? Mania de observar o modo como as pessoas se comportam.
Um grupo brincando, correndo, rindo. Uma turma grande, uns 8 pré adolescentes fervendo, na melhor época da vida (até agora, eu não conheci outra tãooo boa). Tem alguém de fora, observando, calado, mas com os olhos revelando o desejo de se juntar aquela turma. Fácil! Diminui a distância, senta na mesa ao lado e como num passe de mágica está entre aqueles desconhecidos. A estranheza do grupo não dura mais que 5 minutos, e logo todos partem para a quadra. Uma bola nas mãos, a vontade de brincar, sem pressão, sem compromisso. E a felicidade estampada no rosto!
Fico na minha mesa, acompanhada da minha ORIGINAL e dos meus ovinhos de amendoim. Impossível não reparar na facilidade como as crianças interagem, mesmo com desconhecidos. Um sorriso, um pedido quase 'mudo' por amizade e pronto.
Por que é tão difícil agir assim depois que nos tornamos adultos? Penso que em nossa caminhada vamos agregando pudores, preconceitos, máscaras...e tudo isso nos afasta dessa simplicidade infantil.
É tão lindo fazer um novo amigo, abrir os olhos para relações que podem nos trazer tanto prazer, não é? Mas tem também a questão da cobrança. Aqueles jovens do clube, queriam jogar. E foram. Sem se perguntar o que viria depois, qdo se encontrariam de novo, pq isso ou aquilo. Jogar...simples assim!
Tá aí uma lição, que a experiência nos faz desaprender todos os dias.

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